Com a aproximação de um novo ciclo regulatório e a consolidação de métricas financeiras ligadas à sustentabilidade, 2026 marcará mudanças importantes para as empresas que atuam no Brasil. A Ecovalor, consultoria em sustentabilidade, alerta que este é o momento ideal para que organizações de todos os portes revisem seus planos, atualizem processos e alinhem suas decisões a um cenário em que o desempenho socioambiental passa a impactar diretamente valor, competitividade e acesso a capital.
Nos próximos anos, mudanças regulatórias impulsionadas por padrões internacionais de reporte e pelo fortalecimento de órgãos reguladores como a CVM devem ampliar o foco na materialidade financeira, abrindo caminho para metodologias de mensuração no formato VaR (Value at Risk) aplicadas à sustentabilidade. Isso tende a reduzir o caráter exclusivamente reputacional do tema e intensificar a busca por métricas claras que indiquem custo, risco e valor gerado pelas práticas ESG dentro das organizações.
Elias Neto, CEO da Ecovalor, destaca que assim como o movimento observado no mercado financeiro, essa mudança também se reflete no comportamento dos consumidores. “Cada vez mais atentos às práticas ambientais, sociais e de governança das empresas, eles têm valorizado produtos e serviços alinhados a esses princípios em muitos casos, até mais do que os próprios investidores. Esse alinhamento crescente entre valores pessoais e escolhas de consumo fortalece a preferência por marcas comprometidas com ESG e cria um ambiente competitivo em que empresas mais responsáveis ganham vantagem junto ao público”, afirma.
Além disso, tendências climáticas devem ganhar protagonismo na formulação de políticas públicas, trazendo para as organizações responsabilidades mais objetivas relacionadas à adaptação e resiliência. Temas como transição energética, descarbonização e finanças sustentáveis também devem acelerar o amadurecimento das estratégias corporativas, promovendo um período de aprendizado que influenciará diretamente o desempenho financeiro das empresas.
A implementação do IFRS S2 no Brasil reforça essa urgência, dado o curto prazo de adequação para relatórios vinculados ao clima. Já o mercado regulado de carbono deverá avançar de forma mais estruturada entre 2027 e 2028, com impactos importantes sobre como empresas monitoram emissões, integram escopos e se posicionam em suas cadeias de valor.
Ao longo desse processo, a Ecovalor tem apoiado seus clientes com o desenvolvimento de estratégias ESG personalizadas, conectadas aos riscos e oportunidades específicas de cada negócio e validadas por metodologias de reconhecimento internacional. A consultoria ressalta que transformar ESG em agenda de resultados e não apenas de reputação depende de mensurar financeiramente os riscos e usar essas informações para priorizar investimentos que reduzam o impacto no valor final da organização.
Empresas que se antecipam às regulamentações já começam a colher resultados tangíveis, como a geração de balanço positivo de carbono, a integração ao escopo 3 de grandes cadeias e a ampliação da visibilidade de riscos, um diferencial que tende a se tornar determinante nos próximos anos.
Para acelerar essa jornada, ajustes culturais e de governança serão essenciais. A principal mudança, segundo a Ecovalor, está em substituir a visão de sustentabilidade de impacto por uma visão de sustentabilidade financeira, com foco em proteger a marca e fortalecer o desempenho econômico de longo prazo.
Oportunidades claras surgem para quem avança nessa direção. Entre elas estão o maior alinhamento regulatório, o acesso ampliado a crédito com menor custo, a vantagem competitiva em negociações com clientes, o ganho de força em licitações e o direcionamento estratégico para iniciativas realmente relevantes ao negócio. “Estamos entrando em uma fase em que o ESG deixa de ser apenas uma pauta reputacional e passa a integrar diretamente a equação de valor das empresas. Em 2026, organizações que não compreenderem seus riscos e oportunidades de forma financeira estarão em clara desvantagem competitiva. Esse movimento não é futuro, é presente, e a preparação precisa começar agora”, destaca Elias Neto, CEO da Ecovalor.
